Nesta noite de S.João é PROIBIDO lançar balões ao ar: TOLERÂNCIA ZERO: Multa 5 mil euros

Lançar balões de São João é este ano proibido, podendo levar a uma multa até aos cinco mil euros por pessoa singular. PSP do Porto vai proceder à fiscalização durante os festejos.

O lançamento de um balão de São João pode ter uma contraordenação punida por coima que pode variar entre os 140 euros e os cinco mil euros, no caso de pessoas singular, e os 800 euros e os 60 mil euros no caso de pessoa coletiva, indica a portaria n.º 195/2017 hoje publicada.

O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios foi antecipado para hoje, por causa das condições meteorológicas adversas de temperatura que determinaram o aumento do nível de perigosidade para alerta vermelho e laranja no território continental, uma proibição o que significa que está proibido o lançamento dos tradicionais balões de São João.

“TOLERÂNCIA ZERO” PARA QUEM LANÇAR BALÕES DE S. JOÃO


A Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC) do Porto pediu hoje às forças de segurança “tolerância zero” face a quem decida lançar balões de São João, disse à Lusa o presidente daquela entidade, Marco Martins.

“As indicações dadas às forças de segurança foram para tolerância zero. Mas, sem prejuízo de perceber que é uma tradição de São João, acho que neste momento deve prevalecer o bom senso”, disse o presidente da CDPC do Porto.

Em declarações à agência Lusa, Marco Martins apontou que “as estatísticas provam que 90% dos incêndios na noite de São João são causados por balões“.

“E a noite de São João é uma noite sempre atípica e com grande número de ignições que dão muito trabalho aos bombeiros. Não podemos facilitar e ainda por cima nestes dias de período crítico”, acrescentou.

A Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto quer que, “se não prevalecer o bom senso da população, se cumpra a proibição imposta por força do período crítico”.



“As forças de segurança terão tanto quanto possível tolerância zero. Não é possível estar em todos os locais, em todas as casas ou arraiais, mas aquilo que for detetado terá naturalmente de ser devidamente autuado por isso”, descreveu Marco Martins.

O também presidente da câmara de Gondomar apelou, ainda, a que “exista coragem política para que no futuro o problema seja resolvido a montante” ou seja “com a proibição da venda deste tipo de artifícios”.